29 julho 2009

Programação de Agosto

No mês de Agosto apresentaremos alguns dos filmes ganhadores da Palma de Ouro em Cannes
Sessões às 19horas, entrada Gratuita!


01/08- A Classe Operária Vai ao Paraíso

Direção: Elio Petri
Gênero: Drama
País/Ano: Itália/ 1971
Duração: 125 minutos
Sinopse: Lulu é um operário metalúrgico, que perde um dedo em acidente de trabalho e é envolvido em movimento de protesto. Descobre assim a vida sindical. Ele divide-se entre as tentações da sociedade de consumo e as convocações da esquerda tradicional, numa radiografia do impasse ideológico de muitos trabalhadores. Ganhou o prêmio David di Donatello 1972 de melhor filme, além da Palma de Ouro no Festival de Cannes 1972.


08/08 - Pai Patrão

Direção: Paolo Taviani, Vittorio Taviani,
Gênero: Drama
País/Ano: Itália/ 1977
Duração: 117 minutos
Sinopse: Vencedor da Palma de Ouro de Melhor Filme em 1978, Pai Patrão é um dos filmes mais aclamados dos anos 70. Uma obra-prima dos irmãos Taviani, diretores dos memoráveis Bom, Dia Babilônia e A Noite de São Lourenço. Baseado numa história real, este contundente drama mostra a trajetória de Gavino, um menino que é obrigado a abandonar os estudos para trabalhar no campo ao lado do pai, cuidando de ovelhas no interior da Sardenha, sul da Itália. Todas as suas tentativas de mudar de vida são frustradas pela ignorância e pela violência do pai. Com o tempo, Gavino descobre sua única saída: estudar. Ter a arma que seu pai não possui: a cultura.


15/08 - Sexo, Mentiras & Videotape

Direção: Steven Soderbergh
Gênero: Drama
País/Ano: EUA/ 1989
Duração: 103 minutos
Sinopse: Um advogado (Peter Gallagher) enfrenta problemas de caráter sexual com sua mulher (Andie MacDowell) e tem um caso com a cunhada (Laura San Giacomo), mas algo acontece com a chegada de um amigo (James Spader) de infância do marido, que grava em vídeo o depoimento de mulheres que falam da vida sexual que levam.


22/08 - Taxi Driver

Direção: Martin Scorsese
Gênero: Drama
País/Ano: EUA/ 1976
Duração: 114 minutos
Sinopse: Em Nova York, um homem de 26 anos (Robert De Niro), veterano da Guerra do Vietnã, é um solitário no meio da grande metrópole que ele vagueia noite adentro. Assim começa a trabalhar como motorista de taxi no turno da noite e nele vai crescendo um sentimento de revolta pela miséria, o vício, a violência e a prostituição que estão sempre à sua volta. Perde bastante noção das coisas quando leva uma bela mulher (Cybill Sheperd), que trabalha na campanha de um senador, para ver um filme pornô logo no primeiro encontro, mas tem momentos de altruísmo ao tentar persuadir uma prostituta de 12 anos (Jodie Foster) para ela largar seu cafetão, voltar para a casa de seus pais e ir para a escola. Porém, em contra-partida, compra quatro armas, sendo uma delas um Magnum 44, e articula um atentado contra o senador (que planeja ser presidente) e para quem sua amiga trabalha.


29/08 - escolha na comunidade do orkut, participe com sugestões!!!

20 julho 2009

Chama Vereque, sábado 25/07 às 19horas

VEREQUETE: A História

A história de Verequete é muito parecida com a história de muitos homens do interior do Pará que deixaram tudo, em seus lugares de origem, para tentar conseguir melhorias de vida na capital do estado.

A diferença, no entanto, é que Verequete, nesta sua “diáspora”, carregou consigo diversos elementos de sua cultura “original” e os reelaborou em um novo contexto, um contexto urbano, construindo uma identidade cultural que lhe acompanha desde muito tempo até os nossos dias. O carimbó é a sua arte de transformação.

O termo "carimbó" aparece em seus primeiros registros como o nome de um instrumento musical de percussão. Sua definição mais antiga consta no Glossário Paraense de Vicente Chermont de Miranda, publicado em 1905.

Conforme Chermont, o carimbó seria um "tambor feito de madeira oca e coberto, em uma de suas extremidades, por um couro de veado". Tal definição, ainda hoje, serve para explicar o formato do instrumento e apresentar suas principais características. No entanto, a palavra carimbó, na atualidade, significa muito mais do que apenas o nome do tambor. Abrange, na verdade, todo um conjunto musical que vai do instrumento à dança. Corresponde a um tipo de manifestação específica de algumas áreas do Pará e mesmo do Maranhão. Ele se caracteriza pela utilização de dois tambores (carimbós), que deram nome à música e à dança, além de outros instrumentos próprios como a onça (nome local dado à cuíca), o reco-reco (instrumento dentado feito de bambu) ou a viola. Existe também uma variante musical do carimbó que possui o mesmo nome (chamado de "carimbó eletrônico"), mas que, ao invés da marcação rítmica com os tambores característicos, utiliza uma bateria eletrônica e guitarras.

A história de Verequete é muito parecida com a história de muitos homens do interior do Pará que deixaram tudo, em seus lugares de origem, para tentar conseguir melhorias de vida na capital do estado. A diferença, no entanto, é que Verequete, nesta sua “diáspora”, carregou consigo diversos elementos de sua cultura “original” e os reelaborou em um novo contexto, um contexto urbano, construindo uma identidade cultural que lhe acompanha desde muito tempo até os nossos dias. O carimbó é a sua arte de transformação. Na verdade, sua música não pode ser considerada como um carimbó típico. Trata-se de um “ponto cantado” que é acompanhado pelos instrumentos do carimbó, ao invés dos tradicionais atabaques. Além disso, em “Chama Verequete”, como em outros “pontos” reinterpretados por Verequete, não há o acompanhamento musical feito por instrumentos de sopro (clarinete ou flauta), tal como é comum na prática do carimbó. O mesmo acontece com os “pontos” “Balanço do mar” e “A sereia”. “Chama Verequete” é iniciado com a vibração intensa de dois maracás, enquanto se inicia a invocação da entidade.

Augusto Gomes Rodrigues, o mestre Verequete, nasceu em um lugar conhecido por "Careca" que fica localizado próximo à Vila de Quatipuru, no município de Bragança, no Pará, em 26 de agosto de 1926. Seu pai, Antônio José Rodrigues, era oficial de justiça, marchante de gado e músico. Sua mãe, Maximiana Gomes Rodrigues, faleceu quando Verequete tinha apenas três anos de idade. Tal acontecimento antecedeu a primeira migração de Verequete para outro município. Ele, juntamente com seu pai, passou a residir no município de Ourém. Aos doze anos de idade mudou-se sozinho para Capanema, onde trabalhou como foguista, e em 1940 chegou a Belém, indo morar em Icoaraci (antiga Vila de Pinheiro). Neste período, Verequete trabalhou como ajudante de capataz na Base Aérea da cidade e subiu de posto até chegar a ser ajudante de agrimensor. Quando deixou de trabalhar na Base, Verequete exerceu outras atividades para garantir sua subsistência. Foi arremate de vísceras, açougueiro, marchante de porco e outros, no entanto a experiência de trabalho na Base Aérea marcaria para sempre sua vida, pois foi durante este trabalho que ele perdeu seu nome original, Augusto Gomes Rodrigues, e passou a ser identificado como Verequete.

Por trás deste nome tão diferente existe uma história muito interessante que pode ser contada pelo próprio Augusto Gomes Rodrigues, ou Verequete. Uma história que ele não se cansa de contar:

“Eu gostava de uma moça; então ela me convidou para ir ao batuque que eu nunca tinha visto. Umas certas horas da madrugada o Pai de Santo cantou "Chama Verequete". Eu era capataz da Base Aérea de Belém, na época da construção, cheguei na hora do almoço e contei a história do batuque... Quando acabei de contar, me chamaram de Verequete”.

Chama Verequete, ê, ê, ê, ê / Chama Verequete, ô, ô, ô, ô

Chama Verequete, ruuuum / Chama Verequete...

Chama Verequete, oh! Verê / Oi, chama Verequete, oh! Verê

Ogum balailê, pelejar, pelejar / Ogum, Ogum, tatára com Deus

Guerreiro Ogum, tatára com Deus / Mamãe Ogum, tatára com Deus

Aruanda, aruanda, aruanda, aruanda ê / Mandei fazer meu terreiro

bem na beirinha do mar / mandei fazer meu terreiro

só pra mim brincar

Por Luiz Augusto Pinheiro Leal / Revista RAIZ
Ficha Técnica

"Chama Verequete"

Título Original: Chama Verequete
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 18 minutos, cor
Ano de Lançamento (Brasil): 2002
Direção e Roteiro: Luiz Arnaldo Campos e Rogério Parreira
Produção Executiva: Marcia Macêdo
Assistente de Direção: Rubens Shinkai
Fotografia: Marcelo Brasil
Direção de Arte: Armando Queiroz
Som: Nicolas Hallet
Música e Montagem: Paulo Leite

Prêmios:
Menção Honrosa - Festival de Curitiba 2002
Melhor Música (Curta 35mm) - Festival de Gramado 2002

Sinopse: Documentário poético sobre Mestre Verequete, personagem fundamental da história do ritmo raiz do Pará, o Carimbó, que legitimou e divulgou pelos quatro cantos do Brasil.

Sessão do centenáro do poeta Patativa do Assaré

O Cineclube exibe nesse sábado, às 19 horas,filme inédito sobre um dos maiores poetas populares brasileiros. Exatamente no momento em que se comemora o centenário do poeta, compositor e ícone da cultura popular brasileira Patativa do Assaré (nascido em 5 de março de 1909), a Cariri Filmes e a Iluminura Filmes lançam o premiado documentário “Patativa do Assaré: Ave Poesia”, de Rosemberg Cariri. Resultado de mais de 100 horas de gravações e filmagens realizadas num período de 27 anos, o filme é um importante e necessário documento da nossa cultura.
Patativa do Assaré participou de importantes momentos políticos brasileiros: Ligas Camponesas, resistência à ditadura militar, campanha pela Anistia e pelas Diretas Já. Na area cultural, foi homenageado pela Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência (SBPC) em 1979 e participou ainda dos principais movimentos culturais do seu tempo: Movimento de Cultura Popular (MCP) do Recife, Festivais de Música Popular Brasileira, Grupo de Arte Por Exemplo, Movimento Nação Cariri e Encontro das Culturas Populares do Nordeste, entre tantos outros.

A partir de 1970, Patativa do Assaré passou a simbolizar para os jovens nordestinos uma voz da resistência e das lutas democráticas. A cultura popular nordestina é uma cultura diversificada, rica e universal ao mesmo tempo e é inesgotável fonte de renovação para os mais importantes movimentos culturais e artísticos do País. Escritores, poetas, artistas e pensadores de todo o país tem obras fertilizadas com os signos da cultura nordestina. Como exemplo maior da força comunicativa e social da nossa poesia popular, temos Patativa do Assaré, um dos maiores poetas populares brasileiros de todos os tempos.

Essa sessão é parte do Projeto Circuito Cineclubista "Democratizando o Audiovisual" promovido pelo CNC (Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros). A sessão com os filmes “Patativa do Assaré: Ave Poesia” e "Chama Verequete" estaram sendo exibidas nacionalmente entre os meses julho, agosto e setembro com os direitos de exibição disponibilizados gratuitamentes pelos respectivos diretores.

"Patativa do Assaré - Ave Poesia"

Título Original: Patativa do Assaré - Ave Poesia
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 84 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2009
Estúdio: Cariri Filmes / Iluminura Filmes
Distribuição:
Direção: Rosemberg Cariry
Roteiro: Rosemberg Cariry
Produção: Petrus Cariry e Teta Maia
Música: Patativa do Assaré, Fagner, Fausto Nilo, Mário Mesquita, Ricardo Bezerra, Pingo de Fortaleza e irmãos Aniceto
Fotografia: Jackson Bantim, Ronaldo Nunes, Beto Bola, Kin, Rivelino Mourão, Luiz Carlos Salatiel e Fernando Garcia
Edição: Rosemberg Cariry

Sinopse: O filme aborda a vida e a obra do poeta Patativa do Assaré, destacando a relevância dos seus poemas, o significado político dos seus atos e a sua imensa contribuição à cultura brasileira. Dono de um ritmo poético de musicalidade única, mestre maior da arte da versificação e com um vocabulário que vai do dialeto da língua nordestina aos clássicos da língua portuguesa, Patativa do Assaré é a síntese do saber popular versus saber erudito. Patativa do Assaré consegue, com arte e beleza, unir a denúncia social com o lirismo.

Sessão do Circuito de Exibição de Vídeo Popular

O Circuito de Exibição de Vídeo Popular integra o Projeto do Vídeo Popular aprovado na edição 2009 do programa VAI da prefeitura municipal de cultura de São Paulo

Além do Circuito, integram o projeto a Revista do Vídeo Popular e a III Semana do Vídeo Popular 2009. O Circuito de Exibição busca somar os esforços de diversos coletivos atuantes em São Paulo. São 24 pontos de Exibição espalhados por São Paulo e cidades vizinhas como Jundiaí / São Carlos.
Para mais informações acessem o site:
http://coletivovideopopular.blogspot.com/


O Cineclube exibe neste Domingo o programa Ficções que conta com curtas-metragens de diverso coletivo inclusive com a produção do Cineclube Consciência, o filme SOBREVIVA


DOMINGO dia 26/07 às 16horas

Sobreviva, 9 min, 2008
Direção: Rodrigo Paschoalin
Realização: Oficina Básica de Criação Audiovisual e Cineclube Consciência – Jundiaí
Sinopse: Hoje em dia em meio às cidades, dentro de ônibus, trens e carros ou até mesmo no escuro do nosso quarto procuramos alternativas e soluções para nossos problemas. Porém o que nos falta é tempo e argumentos para questionarmos o que temos e o que somos. Estamos em um tempo aonde a informação é bem diferente do conhecimento.
O filme Sobreviva vem nos mostrar de uma forma diferente como muitas vezes encaramos nossos problemas do cotidiano.

O Grande Vencedor, 15 min, 2009
Direção: Jucélio Santos
Realização: Cine Favela
Sinopse: A história de um menino que não suportando ver a violência sofrida por sua mãe, foge, deparando e vivenciando com outras realidades. Encontrou através da capoeira um novo rumo para a vida.

Pai nosso dos cineastas, 5 min, 2007
Direção: Henrique Bouduard
Realização: Henrique Bouduard
Sinopse: Mensagem de luz e esperança para todos aqueles que produzem a sétima arte.

Desencontros, 4 min, 2007
Direção: coletiva
Realização: Fabicine
Sinopse: Em uma noite agitada da Vila Penteado, Zona Norte de São Paulo, dois jovens combinam de se encontrar numa das avenidas principais do bairro, após viverem anos distantes um do outro. No entanto, o último contato do casal se dá por telefone, quando estão prestes a se abraçar.

Nome do Vídeo : Katmandu – Por dentro do cotidiano, 14 min, 2007
Direção: CarlosCarlos
Realização: CNSA
Sinopse: CarlosCarlos e Zé Calanga adentram o cotidiano de uma das principais capitais brasileiras.

A Viagem, 12 min, 2006
Direção: Rômulo dos Santos Paulino
Realização:
Sinopse: Rodrigo é um rapaz de periferia que quer fazer uma viagem com os amigos. Na impossibilidade dos pais o ajudarem, ele encontra outra forma de conseguir o dinheiro.

69, 17 min, 2007
Produção: Thais Scabio, Gilberto Caetano e Rafael Trevigno
Direção: Thais Scabio
Roteiro: Thais Scabio e Gilberto Caaetano
Realização: Cavalo Marinho Audiovisual LTDA
Sinopse: Após comemorar seu aniversário com a família Dona Ana começa a refletir sobre sua vida na terceira idade e resolve mudá-la completamente após ver um programa na Televisão.